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WMOC 2009 PDF Print E-mail
Wednesday, 07 October 2009 21:39

WMOC 2009

Mapa de treino trak

Sprint - Warm Up trak

Sprint Apuramento trak

Sprint Final trak

Longa - Apuramento 1 trak

Longa - Apuramento 2 trak

Longa Final trak 


ÉPILOGO - Chegou ao fim este WMOC com um balanço positivo da minha parte, os resultados foram excelentes (5º Sprint e 6º Longa) o terreno e os percursos foram muito bons, este grupo de “amigos” foi espectacular e deixa saudades, obrigado ao José Pires e à Vanessa por terem sido incansáveis na organização das viagens, transportes, dormidas e tudo o resto, ao Leonel pela possibilidade da dormida antes da viagem e ao resto do grupo por me terem aturado sempre com um sorriso amigável, obrigado á Helena pelas massagens, é sempre bom ter no grupo uma pessoa com estas valências e não podia de deixar de agradecer à Simona pela excelentes ideias que ela teve durante as viagens tornando-as assim menos cansativas e alegrando o grupo. De resto, obrigado ao Zé, Amador e Margarida, companheiros de quarto nesta ultima semana por também terem aturado algum do meu mau feitio. Para Portugal, vai um agradecimento especial para a Luísa, obrigado pelo telefonema antes da final do Sprint, foi sem dúvida reconfortante, e a todos os que me mandaram mensagens e me telefonaram a dar apoio um muito obrigado também, eu trabalho e corro também para vencer por vós, obrigado claro a todos que foram acompanhando este diário na minha página. Obrigado ao Joaquim Margarido pela publicação dos diários e divulgação das notícias no seu blog. É claro que para o fim tinha que ficar o meu maior agradecimento que é para o meu grande treinador, muito obrigado Banito, estou sem dúvida num grande momento de forma e o teu trabalho comigo ao longo destes últimos anos tem sido de um preço impagável (Palmirita para ti também muito obrigado, “por traz de um grande homem esta sempre uma grande mulher”) e sei que este trabalho no futuro nos trará muitas alegrias, fica descansado que fiz tudo para te dar um resultado digno do teu trabalho comigo, e sei que ficaste satisfeito pelo resultado alcançado pelos teus “três” pupilos cá presente, mas para o ano e anos seguintes tenho e teremos muito tempo para te dar muitas alegrias.

Domingo 18 – Afinal ainda tenho tempo para mais uma página deste diário. O dia começou as 08.00, era para ser mais tarde mas como temos levantado sempre mais cedo, as 08.00 já ninguém tinha sono, levantámo-nos e fomos tomar o pequeno-almoço que as 10.00 temos que deixar os quartos. Seguimos para Sidney onde iremos ao Event Centre para umas compras, é que nas arenas não houve nada para se comprar. Mais tarde Eu, António Amador e José Fernandes iremos para o aeroporto e as 22.00 seguimos viagem para Lisboa.

Sábado 17 – 06.15, alvorada na pousada seguida de pequeno-almoço e viagem em direcção a Carwell`s Labyrinth local da Final da distância Longa, mapa muito bom para a orientação com percursos bem conseguidos, num terreno excelente, com grandes linhas de aguas sempre ladeadas de muita pedras e escarpados intransponíveis o que fez com que tivéssemos muita atenção em todas as pernadas. Quanto a minha prova; (Joaquim Sousa), tal como tinha pensado comecei muito rápido e depois de encontrar o primeiro ponto pensei que poderia fazer uma excelente prova, mas talvez por ir a pensar já no final, esqueci-me que ainda ia a começar e desci para o ponto 2 já um pouco a frente, foi o suficiente para perder cerca de 2 minutos na pernada, depois tentei correr mais rápido mas devido ao desnível acentuado do terreno já não deu para recuperar o tempo perdido, andei sempre bem e apenas para o penúltimo ponto não vi uma passagem numa cerca e dei uma volta um pouco maior, foi assim que perdi o 5º lugar e fiquei em a apenas 10 segundos do 5º. (José Fernandes) – Depois das duas provas de qualificação e já mais habituado ao tipo de cartografia e tipo de percursos, estava bastante confiante numa boa prestação na final A, tanto mais que sabia que a condição física com que aqui cheguei me permitia andar mais rápido do que nos primeiros dias. Quando recolhi o mapa para partir fiquei maravilhado com o que vi, pois estava perante um mapa e um percurso como até hoje poucas vezes experimentei. Quis iniciar desde logo a fazer tudo depressa e isso custou-me um erro para o primeiro ponto, segui para o segundo ponto, uma pernada muito longa, que fiz num bom tempo. Para o terceiro ponto escolhi uma opção que rapidamente vi não ser a melhor, daí o querer seguir rápido para recuperar algum tempo levou-me a passar uma reentrância sem me aperceber e seguir por outra em tudo idêntica à que eu procurava, mas que me conduziu para o limite do mapa e logo fora dele. Disto só me apercebi já na carrinha em que regressamos ao nosso alojamento, pois depois de passar cerca de dez a doze minutos no local onde pensava estar o meu ponto de controlo sem o encontrar decidi que a minha prova acabava ali e regressei à arena, no inicio sem saber muito bem por onde ia, pois como mais tarde constatei estava fora do mapa. (António Amador) – Iniciei a prova com vontade de terminar da melhor forma esta participação no meu primeiro WMOC e conseguir pelo menos uma prova ao nível do que sou capaz. Ao pegar no mapa vi que a tarefa não seria fácil, como já foi referido, a quantidade de elementos rochosos e curvas de nível indicava, como se veio a confirmar, que seria a prova mais dura deste conjunto de provas. Após um 1º ponto sem qualquer problema aparecia uma pernada de cerca de 1,5km cruzando várias linhas de água (com os respectivos desníveis) e várias escarpas intransponível, apesar de tomar uma opção correcta mais uma vez cometi um erro na aproximação ao ponto perdendo muito tempo, após esse desaire continuei a prova sem grandes problemas, com opções correctas perdendo algum tempo em algumas aproximações a pontos devido à necessidade de uma análise atenta aos vários elementos, mas nada significativo. Outros resultados; Manuel Dias 13º lugar na final A, Francisco Coelho 39º lugar final A, Margarida Rocha 8º lugar na final B, José Pires 13º lugar na final B. De seguida vamos jantar e dormir, amanhã já não escrevo porque é a viagem para Portugal, saída de Sidney as 22.00 (12.00 em Portugal), passagem por Kuala Lumpur e Londres, chegada prevista a Lisboa as 23.00 de Segunda-feira, depois ainda temos a viagem de carro até ao Porto (Ermesinde) para deixar o António Amador e sigo até Braga para deixar o José Fernandes, termino a minha aventura WMOC 2009, talvez lá para as 05.00 da manhã com a chegada a Barcelos. O resto do pessoal fica cá ate final do mês.

Sexta 16 – Dia de descanso, que começou pela primeira vez às 09.00, e ainda por cima sem direito a treino, pois eu acordei com os músculos das pernas doridos e optei por não rolar e aproveitar o dia para passear e descansar, é claro que o Amador e o José Fernandes foram solidários comigo e também fizeram gazeta ao treino. Depois do pequeno-almoço fomos visitar as “três irmãs” rochas famosas aqui em Katoomba, local onde estamos a dormir, depois do almoço seguimos para Jenolan Caves, visitar umas grutas idênticas às de Mira d`Aire. Estas grutas tinham uma particularidade de ter estalactites que são formados para os lados formando de vez em quando estalactites em forma de L. Agora de regresso à pousada estamos á espera da hora do jantar para depois irmos dormir cedo, é que o primeiro a partir é o António Amador as 09.33 (23.33 em Portugal), e por isso temos que sair novamente as 07.00. Outras horas de saída; Francisco Coelho 10.14, José Pires 10.17, Manuel Dias 11.16, Margarida Rocha 11.31, Joaquim Sousa 11.44 e José Fernandes 11.50.Quinta 15, 13º dia do diário do WMOC; 17.22 (07.22 em Portugal) - Terminado mais um apuramento mas não o dia, estou a escrever mais um capitulo deste diário. O dia começou as 06.15, e depois do pequeno-almoço arrancamos, (desta vez só os atletas), em direcção a Prosser`s Reef, local da 2ª etapa de apuramento da Distancia Longa, um mapa algo similar ao de ontem mas com algumas características diferentes, era mais sujo na generalidade embora o mapa esteja quase todo a branco, também tinha duas zonas distintas, uma com muita pedra e com relevo muito acentuado e outra mais plana toda branca no mapa mas completamente coberta com arbustos parecidos com giestas mas que eles não se deram ao trabalho de representar no mapa, erro que nos levou a tentar fazer opções a direito mas logo que nos apercebemos, tentamos os caminhos mais próximos.  Hoje todos tivemos a felicidade de ver Cangurus durante as nossas provas, tendo o Sr Amador visto inclusive uma fêmea com uma cria na bolsa marsupial, durante o Warm-up (mapa de aquecimento). Quanto a minha prova (Joaquim Sousa), tal como tinha escrito ontem, corri mais rápido para evitar uma surpresa na classificação final, fisicamente senti-me muito bem (obrigado Albano João) e tecnicamente com cometi erros, talvez não tenha feito a melhor opção numa das pernadas longas, mas só irei saber quando forem publicados os splites na pagina do WMOC, fiz o 5º tempo do dia e fiquei em 6º na geral, afora temos um dia de descanso e no Sábado a grande Final A. Quanto ao António Amador, partiu já condicionado pelo resultado do dia de ontem, eu ainda lhe disse para arriscar pois nada estava perdido, bastava fazer uma boa prova que recuperava uns lugares e ainda ia a final, mas ele deve ter acusado a responsabilidade e ao 7º cometeu um grande erro e andou outra vez cerca de 30 minutos a procura do ponto, tendo por fim encontrado o ponto decidiu continuar embora soubesse que quase tinha votado tudo a perder, depois para o ponto 10, ponto onde já tinha passado a caminho do 7º, passou pela zona não deu por ela, e passou o ponto completamente andando mais uma vez cerca de 30 minutos a procura deste ponto, tendo decidido por fim dar por terminado a sua prova pois já estava muito cansado e já não se sentia em condições de andar no meio das giestas a procura do ponto. José Fernandes - Depois da classificação obtida no dia anterior sabia que teria alguma margem de erro, mas essa margem não era muito grande, daí ter iniciado a prova com bastante cuidado pois o primeiro ponto de controlo era desde logo um ponto bastante exigente. Até ao ponto 5 o terreno era de relevo bastante acentuado e pedregoso, no qual não cometi qualquer erro. Para o ponto 6, uma pernada bastante longa e um ponto numa reentrância rasa na sucessão de várias outras mal perceptíveis devido a uma vegetação parecida com as nossas giestas, perdi por momentos a noção da distância e parei na reentrância anterior àquela em que estava o meu ponto. Como não estava completamente seguro onde estava, não quis arriscar, saí dessa zona e fui a cerca de 300 metros buscar uma referência segura, tendo depois seguido para o ponto em segurança, mas com alguns minutos perdidos, depois disto tinha a maior pernada do meu percurso, com cerca de 2 km, do ponto 8 para o 9, fi-la pela opção mais próxima (fora de caminhos), não tendo qualquer dificuldade na progressão e a partir daí até ao final, já com o som vindo da arena como companhia, sabia que só um grande azar me afastaria da Final A, fiquei em 9º na geral final. Manuel dias, ficou em 9º também vai a final A. Francisco Coelho, 20º lugar também vai a final A. José Pires, 38º lugar, falha a final. Margarida Rocha, 45º lugar, falha a final. Agora vamos jantar e pela primeira desde que chegamos vamos jogar as cartas, pois amanhã é dia de descanso.Quarta 14; Depois de passada a noite, bem dormida para uns mas nem por isso para outros, fomos tomar o pequeno-almoço e arrancamos em direcção a Lithgow, para depois seguirmos ate Long Swamp, mapa para a primeira qualificação para a Distância Longa, um terreno igual ao do Model Event, muito sujo, com zonas de muitas rochas e escarpados de grandes dimensões e com umas zonas de floresta limpa onde se podia correr muito rápido. O José Pires 42º lugar foi o primeiro a partir e diz que fez uma má devido a ter pegado na sinalética de outro escalão e andou no primeiro ponto cerca de 20 minutos, mas de resto correu-lhe bem. Manuel dias 6º lugar, não falamos com ele depois da prova. (António Amador) 52º lugar – Após o Model Event sabíamos das dificuldades que nos esperavam. Iniciei a prova com calma para evitar cometer erros nos primeiros pontos, mesmo assim falhei o segundo perdendo algum tempo mas consegui sair dos 6 primeiros pontos, todos numa grande zona de escarpados de grandes dimensões sem comprometer a prova. Ao olhar para o resto do percurso pensei não ter problemas de maior mas do 9 para o 10, um ponto relativamente simples subi pela linha de água errada e nunca mais me consegui localizar, tive de voltar novamente até perto do 9 para voltar a fazer a opção fazendo uma pernada de um 5 minutos em mais de 28 … quando controlei o ponto já ia com mais de 1:03h de prova e a saber que a qualificação para a final estava fora de possibilidades. Ainda assim continuei a minha prova fazendo os seguintes 16 pontos de controlo em cerca de 28 minutos o que deu um tempo total de mais de 1:31h. (José Fernandes) 6º lugar – Iniciei a prova com muito cuidado, porque ao recolher o mapa vi que os primeiros cinco pontos eram numa zona muito técnica com muitas rochas e escarpas de grande e menor dimensão, tudo isto no meio de uma vegetação classificada de V2, onde a progressão logicamente era bastante lenta. Até ao quarto ponto não tive qualquer problema, mas na ligação para o quinto ponto tive uma opção que me afastou do melhor caminho e tive de contornar uma escarpa gigantesca para depois ter que subir cerca de 15 metros, que pela melhor opção não seria necessário. Depois disso perdi alguns segundos no ponto sete, no ponto dez, numa zona um pouco incaracterística com muitas pedras dispersas, perdi cerca de um minuto por interpretar que a pedra onde estava o meu ponto estava um pouco mais afastada de uma grande escarpa, que era a minha referência para o procurar. Até ao ponto catorze segui em boa velocidade, voltando a perder algum tempo no ponto quinze, por avistar um ponto à distância, que me fez desviar da minha trajectória por se situar muito perto do meu e num elemento idêntico. Daí até ao final segui sem qualquer problema, consciente que o meu tempo era bastante bom para o primeiro dia das qualificações para a final de distância longa. (Joaquim Sousa) 9º lugar – Comecei a prova com algum receio pois não tinha bem a certeza que tipo de terreno ia encontrar, ainda por cima estive com dor no estômago toda a manhã, não sei porquê, mas sempre que tenho uma prova seja importante ou não acuso sempre um pouco de stress, mas que desaparece logo que pego no mapa e começo a correr, e hoje não foi diferente, parti mas um pouco receoso pois a primeira parte do percurso era logo no meio dos penhascos, mas logo que dei com o 1º ponto fiquei tranquilo, só que mesmo devagar não vi o 2º ponto, estava a dois ou três metros dele mas como a baliza era das velhas não a vi no meio da vegetação, depois segui e para o ponto 5, fui ao caminho com medo de cair ao penhasco mas mesmo assim andei no meio da vegetação a procura do ponto mas a escarpa do ponto estava numa zona limpa, perdi algum tempo e fui um pouco desanimado pois tinha visto a pedra quando lá cheguei mas não fui lá por estar numa zona limpa, dai para a frente fui sempre em ritmo médio, e só depois até ao fim foi rolar mais forte para tentar uma classificação razoável. No final do primeiro dia fiz o 9º tempo, a cerca de 4 minutos do 1º lugar, mas como somos poucos atletas vou ter que me aplicar amanhã para conseguir um lugar na final A. (Francisco Coelho) 20º lugar - Parti bastante intranquilo, o que me levou a perder cerca de 8 minutos no 1º ponto, mas depois consegui superar esta intranquilidade e a pouco e pouco fui melhorando a minha prestação, depois de passar os meus primeiros 3 pontos no meio das pedras, a prova correu-me bem não cometi erros e assim terminei a minha prova de 3 Km com o tempo de 52 minutos, esperando que com este tempo consiga um lugar na final A. Gostei da prova, e espero que amanhã me corra melhor. (Margarida Rocha) 41º lugar – Comecei a prova com muito cuidado, porque vi que o inicio do percurso tinha 6 pontos numa zona de muitas rochas e grandes escarpados. Comecei muito bem até ao 3º ponto, ao avistar um ponto com características semelhantes desviei-me um ponto, mas de imediato rectifiquei. Parti para o ponto 7 desci a encosta até à linha de água, ai perdi algum tempo porque procurava o ponto antes uns 100 metros havia uma enorme escarpa à direita que me ajudou a localizar-me. Nesse ponto levava 25 minutos o que era óptimo porque o resto o percurso era mais acessível, a partir do 8 ponto foi desgraça total. Para o ponto 9 sai um pouco à esquerda, mas para o ponto 11 com uma distância a 50 metros fiz 9,37, completamente perdida e com duvidas se tinha marcado o ponto 10. A partir do momento que encontrei o ponto 11 tudo correu normal, mas o tempo foi passando e terminei com 1.04.12h o que me vai custar pela certa o apuramento para a final A. Depois da prova regressamos a pousada e fez-se o jantar, arroz com frutos do mar confeccionado por; António Amador e Joaquim Sousa, e estava muito bom, modéstia a parte, agora vamos dormir que temos que nos levantar muito cedo, 06.00, pois temos mais de 01.30 de viagem e o Sr Coelho parte logo as 09.32.

Terça 13; Depois do habitual pequeno-almoço fomos até Lithgow, para fazer o Model Event, saímos da pousada por volta das 09.00 pois o treino era das 09.30 às 11.00 e como queríamos ficar para a cerimónia de aberturas às 16.00 optamos por sair um pouco mais tarde da pousada e assim estar menos tempo á espera da hora da cerimónia. O mapa ficava situado junto ao terreno onde amanhã vamos fazer a primeira prova de apuramento e tinha muita pedra, não pedra como temos em Portugal espalhada pelo terreno mas grandes rochedos com grandes escarpados e a juntar a isso, um terreno com muito declive o que faz prever umas provas muito duras quer física quer tecnicamente, já deu para perceber que o branco nem sempre é terreno limpo, pois na maior parte tinha vegetação rasteira mas muito alta, tem também muitos formigueiros o que pode ser útil para a relocalização. Ao almoço tentamos encontrar um locar que servisse comida sem ser indiano ou chinês mas depois de procurar optamos uns por ir ao Mc Donalds (claro), e outros foram a outro também de fast food, mas reunimos no Mc Donalds pois tinha Internet Free, e assim ainda deu para fazer a actualização da minha página. Por volta das 15.30 fomos para a cerimónia que começou com um desfile de cerca de 2km pelo centro da (pequena) cidade de Lithgow de todos os países presentes na Orientação, terminando num campo de futebol onde assistimos mais uma vez a cantares e dançares indignas, a cantares populares da Austrália e a banda de música local, de regresso a pousada vimos muitos cangurus e ainda paramos para tirar fotos. Agora são 19.50 e estou a escrever este diário ao são dos IL Divo (a minha fonte de inspiração para as competições) e á espera de massagista para a massagem, acabo o diário depois, antes de dormir… (02.30 horas depois) Já depois de feita a recuperação com uma excelente massagem e com um belo jantar confeccionado pelo Amador, Zé Fernandes e Margarida (massa com carne), estamos prontos para descansar pois temos que nos levantar as 07.00 (21.00 em Portugal), para dar inicio a nossas provas de apuramento; José Pires 09.49, Manuel Dias 10.10, António Amador 10.45, José Fernandes 11.03, Joaquim Sousa 11.19, Francisco Coelho 11.15, Margarida Rocha 11.44.

 

 

Segunda 12; Depois das emoções da final de Sprint, o dia de segunda-feira começou por volta das 08.00 com o pequeno-almoço e a viagem para Katoomba local onde vamos dormir ate ao final do WMOC e que fica a cerca de 36km de Lithgow Event Centre da distância Longa. Chegamos a Katoomba cerca das 13.00 e depois de fazer o chek in, fomos comprar o almoço e viemos almoçar na pousada. Depois fomos até Lithgow para ver se havia novidades e ter a noção da distância para os dias de competição. Na volta para a pousada fomos ver uns grandes vales com uns escarpados enormes e também vimos os primeiros Cangurus. Como estava muito vento e frio aproveitamos para fazer gazeta e não treinamos, paciência, fomos as compras para o jantar e pequeno-almoço e depois do jantar fomos dormir, um típico dia de descanso.

Domingo 11; Começou o grande dia, pelo menos para mim, pois espero um dia em grande, e tentar manter o 3º lugar embora sejamos realistas e devido á qualidade dos meus adversários, vai ser uma tarefa difícil, quanto ao resto do pessoal, esperam um lugar entre no top 20 (do Manuel dias não sei, não esta a dormir connosco). Acordamos as 07.00 e fomos tomar o pequeno-almoço, depois as 08.00 sai-mos para o Olympic Park, local da final de Sprint, um terreno quase plano com apenas dois jardins e cheio de estádios e pavilhões (local dos Jogos Olímpicos Sidney 2000), o que nos fazia prever uma prova muito rápida, só que eu já tinha alertado ao resto da comitiva que para parecer assim tão rápido eles iam de certeza arranjar maneira de nos dificultar a vida e que a ida dentro de algum estádio seria muito provável, pois foi o que tive numa prova de Sprint na Dinamarca no apuramento do WOC. Chegados ao local da prova e a concentração do pessoal, dentro de um estádio, onde a modalidade que lá se pratica é campeonatos de partir madeira com um machado! Enfim tem estádios para tudo, ate para cortar madeira. De dentro do estádio deu para perceber que a final ia ser como eu tinha dito, pois conseguia-mos ver vários pontos espalhados pelo terreno e nas bancadas do estádio ao lado do nosso, e dentro de outro de jogar ténis com vários pontos na relva, lá estava a tal situação que tínhamos previsto, mas a primeira vista não parecia assim tão difícil, embora parecia um labirinto para se sair do estádio. Chegadas as 10.10 foi a vez do José Pires correr, fez uma prova certa mas devagar, só que já na arena junto ao finish teve uma distensão que lhe põe em risco o resto do campeonato, eu ainda disse que ele vinha era disfarçar o mau resultado, mesmo assim ficou na 23ª posição. 10.31, partiu a Margarida Rocha, e chegou um bocado desapontada, pois tinha cometido vários erros, ficando num 10º final . 10.50, Francisco Coelho e não chegou nada satisfeito, diz que tinha cometido muitos erros e que a ida as bancadas do estádio tinham sido muito complicadas, fez 51º lugar. 11.31, Manuel Dias, não falei com ele sobre a prova, pois quando ele chegou a minha beira estava já eu a preparar-me para partir e ele preferiu apoiar-me em vez de se estar a lamentar da prova dele, mas acho que lhe correu bem pois ficou em 19º lugar. 11.31, José Fernandes, eu apostava num bom lugar para ele, mas um erro primário numa zona mais simples deitou tudo a perder, não percebeu que o jardim que procurava era dentro de um muro e andava cá fora a procura dos pontos, o que lhe fez perder cerca 1.30 minuto, tendo que depois correr ainda mais, mas já na parte final, para o ultimo ponto confundiu a rua e voltou a traz, lá se foram mais 30 segundos, foi bom, disse ele, mas ficou com uma sensação que a partir de agora se vai preparar para o Sprint, pois com os 2 minutos perdidos podia muito bem ficar no top 10 e assim ficou em 17º, o que ele achou também bom. 12.14, (António Amador) Após o stress de conseguir um lugar na final, chegou o dia de, como alguém disse, partir a morrer e chegar morto … iniciei o percurso com esta premissa partindo muito rápido apanhando logo no ponto dois o atleta que tinha partido à minha frente. Após uma sequência inicial sem grandes problema surgiu a primeira dificuldade um jardim de reduzidas dimensões onde tinha 3 ponto cometendo o erro de ir para o 7 antes de ter picado o 6, foram apenas cerca de 30 segundo mas que me desconcentraram porque ao sair desse jardim mais uma má opção penalizou-me novamente para o ponto 9, e a parte mais difícil estava para vir, zona dos estádios com pontos nas bancadas onde existiam alguns labirintos de barreiras metálicas e de fita balizadora com controladores que só no meu percurso desclassificaram 6 atletas. Nesta zona apenas num ponto perdi tempo, era um ponto numa zona de bancadas que pensei estar na parte inferior e estava em cima … em resumo, quando vim o objectivo era ficar nos 20 primeiros entre os 78 inscritos, olhando agora para o que fiz (17º final) e para o que podia ter feito era perfeitamente possível ficar nos 10 primeiros … mas ainda há mais e a motivação continua no máximo. 12.52, a minha hora (Joaquim Sousa). Estava confiante e acreditava que podia dar a tal alegria que o Albano João (meu/nosso treinador) estava sempre a falar, eu sei que se há alguém que acredita num bom resultado meu é ele, ele acredita mais em mim que eu, felizmente, e ainda bem que tenho um treinador assim, obrigado Banito, por tudo que tens feito comigo. Voltando a prova, á hora fui aquecer e fiquei com a sensação que estava deslocado, pois eu tinha o peitoral 3 (3º na classificatória) e a aquecer com todas aquelas estrelas e todos a olhar para o meu peitoral deixou-me pouco a vontade, mas com a partida dos meus adversários fui ficando mais a vontade e parti a toda a velocidade sem pensar se tinha ou não forças para a parte final, mas entrei mal e não vi uma escada junto ao 1º ponto e fiquei a pensar que já estava a começar mal, mas não hesitei e continuei a toda a velocidade (devagarito, não consigo correr mais…) entrei na zona do primeiro jardim logo com 4 pontos, não perdi tempo e ganhei confiança, corri para o próximo jardim e ia sendo desclassificado, pois metade da estrada estava proibida e eu nem dei por isso e fui chamado a atenção pela organização, mas fiquei tranquilo pois eles já estavam atrás de mim e eu não levava dorsal só peitoral, entrei e sai bem, estava a correr bem para mim, depois uma serie de pernadas longas e simples e pensei que não tardava a ser apanhado pelo Carsten  Joergensen que partia atrás de mim 1 minuto, chegou a zona do estádio e lá estava a dificuldade, vários pontos dentro e fora do estádio e eu sem ter a certeza se eles eram no rés do chão no 1º ou 2º andar das bancadas, entrei bem e sai mal, e ao ponto 19 fui apanhado, pensei que nada estava perdido, 1 minuto para ele podia muito bem dar-me ainda a cumprir o meu objectivo, a entrada e a saída do estádio ate assim foi difícil, muita hesitação para de descortinar uma saída do estádio, mas continuei e depois de dois pontos fora do estádio, mais outra entrada para as bancadas, mas aqui fui eu a frente pois já tinha visto estes dois pontos e fui a confiança, sai rápido e fiz uma corrida ao limite ate ao fim, foi muito duro mas insuficiente para o objectivo, podium, terá de ficar para a próxima, 5º a 1.12 do primeiro, o Inglês Nick Barrable. Depois da corrida assistimos a entrega de prémios e desfilamos por modalidades para dentro do estádio Olímpico para a cerimonia de abertura dos Jogos Mundiais, isto depois de estar 5 horas a espera para entrar no estádio, mas valeu a pena, (palavras de todos os presentes), houve fogo de artificio vários grupos de dança, incluindo Indígenas Australianos. Findas as cerimonias voltamos a pousada por volta das 22.00, onde felizmente nos esperava o jantar preparado pelo resto do pessoal que acompanham a comitiva; Leonel Pires, Vanessa Jorge, Simona e Helena, muito obrigado pelo magnifico jantar, é que depois de uma tarde e noite de jejum foi reconfortante.

 

Sábado 10; O dia começou com muitas queixas por parte do pessoal, um não conseguiu pregar olho toda a noite por causa do barulho do quarto ao lado, outro diz que ate sonhou com a prova, mas cá para mim isto foi tudo por causa do stress da competição. Depois do pequeno-almoço lá fomos ate Macquarie University, local da prova de apuramento do sprint, foi toda a comitiva presente, o tempo estava bom e aproveitaram para apanhar sol e apoiar os atletas. Pela primeira vez vimos o Manuel Dias, estava todo danado por ter passado 5 horas na fila para a acreditação ainda por cima a um dia do começo da competição. Eu pessoalmente estava completamente stressado, mas não sei porquê, mas a apenas 25 minutos do inicio da minha prova recebi um telefonema de Portugal a desejar boa sorte, foi como de repente tudo se torna-se mais simples, e de repente eu já era o atleta mais confiante do campeonato, obrigado miúda, foi simplesmente fantástico ouvir-te antes da partida. Quanto ao resto do pessoal estava tudo mais ou menos confiante. Quanto a resultados, (Joaquim Sousa) Fiz uma boa prova, com apenas duas hesitações mas sem erros, fiz o 3º tempo, mais que suficiente para me apurar para a final A. Agora dou a palavra (escrita) aos intervenientes, nada melhor que se eles e exprimirem o seu próprio sentimento. (Zé Fernandes) Iniciei a prova mais ou menos como um zombie, depois de uma noite em que não preguei olho, devido ao barulho do quarto ao lado e do stress que uma eliminatória de um campeonato do mundo de Sprint sempre acarreta. Não tive problemas no primeiro ponto, apesar de não me ter apercebido do triângulo de partida, que coincidia com o local de recolha dos mapas. Para o segundo ponto cometi um enorme erro por não me ter apercebido de um pequeno muro (estou a precisar de óculos), que me obrigou a dar uma volta completa a um quarteirão. Este erro teve o condão de me acordar para um dos objectivos que me trouxe à Austrália, depois disso não cometi mais nenhum erro, tendo apenas tido algumas hesitações na escolha das opções de um percurso muito bem traçado, pois quase todos os pontos tinham pelo menos duas opções possíveis. No final, o 16º lugar na minha série dava-me o passaporte para a final A. Depois disto só espero que as eliminatórias da distância longa sejam menos sofridas. (António Amador) Quando iniciei a minha prova já sabia que o Sousa e o Zé Fernandes estavam apurados, para que o nosso treinador (Albano João) conseguisse o pleno eu teria também de o conseguir. Iniciei a prova com a ideia que os 17 minutos seriam suficientes pelo que iniciei não muito rápido mas com certeza para evitar cometer erros, mesmo assim tive uma hesitação para o ponto 5 que me levou a sair mal desse ponto e perder algum tempo para o ponto 6. Para o 7º optei por uma volta maior mas mais segura em termos de opção, tão segura que nessa pernada fui vendo opções para os pontos 8 e 9 o que fez com que entrasse numa rua antes e falha-se o ponto 7… coisa de 30 segundos talvez. Mesmo assim picando este ponto com 6 minutos permitiu-me manter o ritmo e a calma para continuar com o percurso que decorreu de forma normal até mais um pequeno erro para o ponto 13 em que não entrei onde devia perdendo mais alguns segundos. Daqui até final foi manter opções seguras e ritmo acelerado até final …(Margarida Rocha) Como as provas de sprint não são as minhas favoritas logo parto derrotada. Achei o traçado do percurso interessante, mas tenho alguma dificuldade na rápida decisão de opção e como também corro pouco, logo os tempos não são os pretendidos. Fui classificada em 33º e ainda não sei se fui apurada para a final A. Espero melhores resultados nas provas de floresta. Numa próxima oportunidade escrevem os outros, é que já são 22.30 e temos que ir dormir, mas antes ainda quero dizer que os cozinheiros de hoje foram a Vanessa e o José Pires, fizeram arroz com carne frita com verdura. Hora de partida do pessoal, Final A; Joaquim Sousa 12.52, António Amador 12.14, José Fernandes 11.31, Francisco Coelho 10.50, Manuel Dias 11.31, Final B; Margarida Rocha 11.31 e José Pires 10.10.

 

Sexta 09; Pela primeira vez conseguiu-se dormir ate depois das 08.00, e como nos deitamos por volta das 23.00 foi muito bom, já começamos a ter descanso suficiente para a competição. Depois de tomar o pequeno-almoço cá na pousada, estamos no quarto, a ler e a jogar no ipod um jogo de pesca onde não sei por quê sou sempre eu a perder, estamos fazer tempo para o Model Event que é apenas a 4km do local onde estamos, mas só entre as 13.00 e as 15.50, vá se lá saber porquê, mas assim ainda da tempo ao José Pires de ir ao dentista, pois quando cá chegou deu cabo de um dente e tem andado a rasca para comer. Com o Pires de volta e já aliviado de 200€, é verdade, pagou 200€ e ainda por cima só lhe colaram o dente e mais nada, mas enfim por este lados parece que é assim, mas lá fomos para o Model Event, que afinal não é Model Event mas sim Warm-up, ou seja mais uma maneira que eles arranjaram de nos f…. 20 Dólares, por mapa, pois, não tinham mapas para nos treinarmos mas quando tem custam mais que o ouro, mas todos treinamos, havia 4 percursos a escolha tendo eu o Fernandes e o Amador feito o P1, 3300 metros, o José Pires o P2, 2900 metros e a Margarida o P3 2700 metros, a mim correu muito bem, apenas não dei com o ponto 18 á primeira (confundi o esporão com uma reentrância), ao Zé Fernandes, perdeu tempo no 1º ponto mas de resto correu bem, ao Amador foi tudo bem ate ao ponto 11, mas depois confundiu á saída do loop o ponto 12 com o 21 e logo depois para recuperar saiu do 12 para o 10, muitos erros, mas vale mais hoje que amanhã, o Zé Pires fez tudo a passo por isso correu-lhe bem, quanto a Margarida, o normal, foi devagar para entrar bem no mapa e correu tudo bem. 21.00, 11.00 em Portugal, já jantamos, hoje foi a minha vez de cozinhar, fiz uma massa que a Luísa me ensinou, só que como tive vários ajudantes e todos a dar palpites não ficou ao meu gosto mas o importante é que todos gostaram. Estamos no quarto, agora esta cá o Francisco Coelho, esta a ver o mapa do Warm-up, é que ele não foi lá fazer no treino porque só fez hoje a acreditação. Agora vamos fazer um pouco de tempo para depois irmos dormir, é claro que antes ainda vamos telefonar para Portugal, mas hoje temos que dormir cedo, é que amanhã começa para nós o WMOC 2009, eu sou o primeiro Português a correr, 10.03 (00.03 em Portugal), José Fernandes, 10.10, Margarida Rocha, 10.16, Manuel Dias, 10.23, José Pires, 10,46, António Amador, 11.26, e Francisco Coelho, 11.38. Boa sorte para nós e agora vou dormir, um bom dia de trabalho para vocês todos em Portugal.

 

Quinta 08; Já são 08.25, 22.25 em Portugal, vou conectar a net pró Zezinho falar com a família dele, e tentar sacar um programa para encolher as fotos para colocar na minha página. Mais uma vez as 07.00 já não se consegue dormir, o dia nasce cedo e a claridade não deixa o pessoal dormir, já cá estamos no quarto a espera de sair, mas hoje o dia amanheceu diferente, com chuva e vento ao contrário dos outros dias que esteve sempre sol. Já depois de fazer o reconhecimento a Macquarie University onde Sábado correremos o apuramento do Sprint, estamos os três no quarto, eu a escrever o diário e a ouvir IL Divo, o Amador e o Zé a ler, e a espera que sejam 16.30 para ir fazer mais um treino, sem mapa claro, que isto aqui em questões de mapas de orientação parece o terceiro Mundo, enquanto isto, todo o resto do pessoal foi ao aeroporto buscar o Francisco Coelho que chega hoje. Por hoje esta terminado, são 22.00, 12.00 em Portugal, hoje foi dia da Margarida fazer o jantar, esparguete com frango, sempre é melhor que os habituais almoços que são sempre ou adocicados ou picantes, típico dos Indianos. Amanhã é o Model  Event do Sprint, vai começar o WMOC 2009, e nos vamos dormir, mas primeiro ainda vou mandar mais uma msg de boas noites pelo telemóvel.

 

 

 

Quarta 07; O dia começou muito cedo, não que eu quisesse, pois queria dormir ate as 09.00 para repor o sono em atraso, mas os meus colegas de quarto as 07.00 já estavam acordados e lá tive que me levantar também para ir tomar o pequeno-almoço a um café próximo da Pousada, comemos uns belos ovos com bacon e torradas foi muito bom. Voltamos a pousada para ver o resto do pessoal e fomos todos juntos para visitar o centro da cidade. A visita foi espectacular, passamos a famosa ponte Harbour e fomos ver a famosa Opera House, valeu bem a pena a visita, de seguida fomos ao Event Centre e fomos ao stand da Orientação e recolher os peitorais e informação adicional, o que foi feito com muita rapidez em comparação com as centenas de pessoas que estavam na fila para fazer a acreditação que nos já tínhamos feito no dia anterior. Em termos organizativos deixa muito a desejar, basta dizer que ainda hoje é quarta e só temos mapa para treinar na sexta-feira dia do Model Event do sprint, não há ninguém nesta terra que tenha um mapa cá do sítio para nos vender, quanto aos panfletos que trouxe do POM 2010 pedi para deixar os panfletos na mesa do stand da Orientação e eles guardaram os panfletos debaixo da mesa pois não tinham nenhum sítio para os colocar. Sai de lá completamente frustrado e ainda por cima perguntamos se tinham algum mapa da Cidade com a localização dos locais das provas de Sprint e mais uma vez a resposta foi negativa. Já a caminho da carrinha par voltar para Pousa lá veio um senhor a dizer que havia um treino do outro lado do rio num parque da Cidade, e lá fomos nos depois de nos perdermos várias vezes e sem saber bem como lá vimos um atleta a correr com um mapa e mesmo assim ainda tivemos que perguntar a mais duas pessoas pela localização do parque. Lá estavam eles, uma barraquita e muita confusão, perguntamos como era a prova e a resposta saiu um pouco confusa, mas afinal estávamos a entender bem, 10 dolars mapa de cidade 1/10000, vários pontos tipo score 100, cartão de picotar e em vez de balizas nos pontos estava um balde preso por um fio com uma risca laranja e com o numero do ponto e duas letras (CD), letras que tínhamos de escrever no quadrado referente para comprovar a passagem por esse ponto, a pontuação dos pontos era do 1 ao 10, 10 pontos, do 11 ao 20, 20 pontos, do 21 ao 30, 30 pontos e tínhamos 45` para fazer o máximo de pontos possível sendo cada minuto a mais penalizado em 10 pontos, depois disto tudo tanto o Zé como o Amador torceram logo o nariz e voltamos para a carrinha, mas depois de cinco minutos de conversa o Zé Pires disse que se alguém quisesse podia treinar, como já ninguém estava interessado eu resolvi mesmo assim arriscar, treinar por treinar valia mais com mapa, mesmo um que só tinha as ruas e alguns jardins e as curvas de nível. O treino correu relativamente bem, tive dificuldade em encontrar os baldes pois eram pequenos e sempre no chão escondidos e a ver e escrever as letras no cartão de controlo, de resto tirando a chuva que caiu na parte final e já acabar a prova de noite mas com 44` foi bom, mais ou menos… Enquanto eu fui treinar o resto da comitiva foi fazer as compras para o jantar e pequeno-almoço, de regresso a pousada e Amador e o Zé Fernandes foram treinar e a Simona e o Leonel foram fazer o Jantar (Rissoto, que a Simona é Italiana) é que todos os dias vão ser duas pessoas diferentes a fazer o jantar e hoje foi a vez deles. Agora estou a acabar de fazer este dia do diário já são, 00.24´, já!!!! Bem vou dormir.

 

Terça 06; Chegamos a Sidney por volta das 09.00 locais, 23.00 em Portugal, depois de mais 09.00 de viagem, mais uma vez com umas condições muito boas, mesmo avião, mesmas condições, mesma turbulência, mesmo susto. Depois de recolher as bagagens e de passar por um apertado controlo fomos recolher o nosso transporte o que fés que ficássemos mais de meia hora no aeroporto por falta de viatura. Mais de uma hora depois lá fomos nos a caminho da cidade de Sidney (sempre pela esquerda) para a Pousada da Juventude que fica no centro da cidade. Chegados a pousada fomos almoçar para depois seguir para o Event Centre, que apesar de só abrir no dia seguinte ainda nos fizeram a acreditação que assim nos poupara muito tempo no dia seguinte pois estarão presentes 30000 participantes nestes jogos e iram quase todos fazer a acreditação a manhã. De regresso a Pousada, eu o amador e o Zé fomos treinar enquanto o resto do pessoal foi fazer compras para o jantar e para o pequeno-almoço. Fizemos um treino ligeiro de 42` num parque mesmo junto a Pousada e de seguida fomos jantar, mas ao restaurante, mas nem toda a gente foi, pois a cansaço já era de mais e alguns foram dormir apenas com uma ligeira refeição, é que ninguém estava com disposição para cozinhar depois de dois dias de viagem. Jantamos pisa para variar, pois só tínhamos comido as refeições do avião e tanto na Malásia como ao almoço as refeições foram carregadas de molho típico dos indianos. Á noite ainda telefona-mos para Portugal através do Voip, que da para telefonar de graça para números fixos, mas temos que pagar a internet (1.50 dolars 30`), da para telefonar e actualizar a página.  

 

Segunda 05; Chegamos a Malásia, Kuala Lumpur, as 17,25 locais, 10.00 em Portugal, e o voo para Sidney era só as 22.10 e assim tivemos tempo de visitar as Petronas - Twin Towers no centro de Kuala Lumpur, foi sem duvida o momento que nunca na minha vida esquecerei, ver as torres numa foto é uma coisa mas ver ao vivo é algo que quem tem este prazer nunca o esquecera pois elas são algo que eu não consigo exprimir, se por acaso neste mundial não se passar nada de especial esta viagem já esta rentabilizada com a visita as Twin Towers, simplesmente espectacular. Já me ia esquecendo de contar que fiquei no último banco do avião com a Margarida, a Lena, e um homem da Malásia, é que não conseguimos ficar todos juntos, mas a história disto é que conversa puxa conversa e lá o homenzinho se ofereceu para nos guiar ate as torres, é que não tínhamos muito tempo e tínhamos que apanhar um comboio para lá chegar. Então lá fomos com o tal senhor, e foi a nossa sorte pois tivemos que preencher uns papéis para poder entrar no pais e tirar os bilhetes e apanhar o comboio, o que a traz dele foi simples, saímos mesmo na estação junto das torres, visita e fotos tiradas voltamos para o aeroporto para apanhar o avião para Sidney. 

 

Domingo 04; Levantamo-nos por volta das 08.00 para um banho e pequeno-almoço, depois com a ajuda de familiares do José Pires fomos de boleia para o aeroporto onde apanhamos o voo para Londres – Heathrow. A comitiva era a partida; (atletas) Joaquim Sousa, António Amador (Ori-Estarreja), José Fernandes (.COM), Margarida Rocha (GD4Caminhos) e José Pires (CPOC), (acompanhantes) Vanessa, Simona, Lena e Leonel, em Sidney já esta o Manuel Dias e ficamos a espera do Francisco Coelho (Tap). Chegados a Londres por volta das 14.00, já estava a minha espera a minha irmã para me dar boleia para casa dela (em Londres) onde os meus sobrinhos estavam, também a espera, mas dos equipamentos do Benfica que levava para eles. Na companhia do Amador e do Zé, lá fomos para casa da minha irmã onde já nos esperava um belo almoço, que foi uma das boas coisa do dia, ainda pensamos em ir treinar mas, com a barriga cheia já não deu e ainda por cima tínhamos que voltar ao aeroporto pois o voo era as 22.00. Enquanto nos três fomos a casa da minha irmã o resto da comitiva foi ate ao centro de Londres de comboio, não sei como correu, mas deve ter corrido bem, pois a queixas eram poucas. A hora, lá fomos para o avião que nos ia levar a Kuala Lumpur (Malásia), foi a primeira vez que entrei num avião desta envergadura e ainda por cima para fazer uma viagem de 12 horas. A viagem foi longa mas as condições foram muito boas, pois tínhamos bebida a toda a hora, uma televisão individual onde podíamos ver vários filmes (vi o ------) musica variada e muitos jogos, isto tudo a escolha de cada um, nem deu tempo para começar a ler um dos três livros que levei, também muita comida, tivemos três ou quatro refeições e amendoins e cerveja. O problema maior foi a dormida, pois os bancos não rebatiam muito e durante algum tempo houve muita turbulência com que fez que eu pela primeira vez tivesse medo de voar, mas fora isso foi muito bom.

 

Sidney, 07/09/2009, 07.40; Vou começar a escrever o meu diário deste mundial

Sábado 03; Esta aventura começou logo de manha com a partida de Barcelos e a viagem para Alijó para a participação na prova de Orientação a contar para a Taça de Portugal. A prova correu-me relativamente bem, não tendo feito qualquer erro durante o percurso. De seguida juntamente com a Margarida Rocha, José Fernandes e António Amador, arrancamos em direcção a Lisboa para apanhar o voo no Domingo, mas antes ainda jantamos em leira (pena o Índio as 21.00 estar com fila para entrar de 20 pessoas e fomos á grelha), então já jantados fomos ate á Parede, terra do José Pires para pernoitar em casa do irmão dele (Leonel), tendo já chegado por volta da meia-noite.

 

Last Updated ( Tuesday, 20 October 2009 21:08 )
 

Comments  

 
0 #12 Casino Digital 2018-01-01 19:44
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0 #11 HenrySmall 2017-11-23 09:43
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0 #10 gas no km18 2017-11-13 19:18
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0 #9 Albert 2017-08-20 12:53
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0 #8 http://sexonanet.net 2017-07-09 11:46
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0 #7 Como Fazer Regime 2017-06-23 00:30
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a casa é sua!
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0 #6 Pedro Davi Lucas 2017-06-13 08:31
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0 #5 João Daniel 2017-05-30 22:45
VocÍ na verdade faz parecer t„o f·cil com esta sua
explicaÁ„o, mas eu acho esse tÛpico algo no
qual È complicado pra eu por em pratica. Parece muito complicado e muito difÌcil pra mim.

Eu sou tentando aprender mais e espero ver mais post como este para me
incentivar, eu posso tentar pegar o jeito! Obrigado por enquanto.
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0 #4 typen 2017-04-26 11:22
In 2008, not lengthy after the iPhone was launched, Apple purchased
the company P.A. Semi The company had been in enterprise
since 2003 and the world of cell chip making was nonetheless fairly new.
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0 #3 africa.kplaces.com 2017-03-08 15:18
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